Resumo
Introdução: Os principais objetivos da reconstrução após a ressecção mandibular são restaurar uma série de funções que podem ter sido prejudicadas, incluindo articulação, mastigação e deglutição, além de melhorar a estética. Isso geralmente é alcançado por meio da fixação com placas de titânio e enxertos ósseos. Atualmente, os enxertos microvascularizados de fíbula e ilíaco, são as formas mais comumente usadas para defeitos de grande extensão.
Objetivo: Relatar o caso de um paciente portador de ameloblastoma mandibular extenso, o qual foi tratado com resseção e reconstrução óssea imediata, com enxerto microvascularizado de fíbula. Tendo como finalidade oferecer uma maior superfície de contato entre o remanescente mandibular e o enxerto ósseo.
Relato do caso: Paciente E.M.S., 35 anos, feminino, portador de ameloblastoma multicístico em região de corpo e ramo mandibular direito, submetido à ressecção parcial de mandíbula, seguida de reconstrução imediata com placa de reconstrução do sistema 2.4 mm e enxerto microvascularizado de fíbula. Após 3 anos de acompanhamento, observa-se evolução satisfatória, sem sinais de recidiva e/ou processo infeccioso.
Discussão: Os enxertos vascularizados, por possuírem uma vascularização cirúrgica e imediata, apresentam maiores chances de sucesso, principalmente nos grandes defeitos acima de 9 cm, devido à consolidação mais precoce no leito receptor, além de maior conservação da massa óssea e maior resistência a infecções, quando comparados aos não vascularizados.
Conclusão: O enxerto vascularizado de fíbula está indicado na reconstrução de grandes defeitos mandibulares. Sua indicação deve ser individualizada, levando-se em consideração riscos, benefícios e impacto na qualidade de vida do paciente.
