Resumo
O presente estudo teve como objetivo comparar a interferência da variação da angulação do plano oclusal em um crânio seco nas medidas lineares verticais de dentes humanos por meio da radiografia panorâmica digital em dois aparelhos ortopantomográficos diferentes. Utilizou-se 28 dentes humanos, de forma a simular uma arcada com seus respectivos dentes distribuídos, alguns fixados com cera 7 plastificada e outros ainda ligados às arcadas em um crânio seco articulado. Utilizou-se os aparelhos Op300 (Instrumentarium, Tuusula, Finlândia), considerado GI, e Ortophos XG (Sirona, Dental, Alemanha), considerado GS. Posicionou-se o crânio articulado com auxílio de um suporte de madeira em dois aparelhos diferentes e realizaram-se as aquisições radiográficas variando as angulações verticais. Primeiramente realizou-se a aquisição com o feixe passando pelo pano de Frankfurt e este paralelo ao solo, considerando 0º. A seguir, com auxilio de um transferidor, aferiu-se as angulações, referenciadas pelo plano de Frankfurt e feixe de LED’s, para -5º, -10º, +10º, +5º, inclinando o crânio para frente e para trás. Para o padrão ouro, o crânio foi submetido a uma tomografia computadorizada e com auxilio do seu software, os dentes foram mensurados. Todas as análises e mensurações das radiografias panorâmicas foram realizadas por 3 radiologistas utilizando o próprio software do aparelho. Logo após, os valores foram anotados na planilha e enviados para análise estatística. Os coeficientes de correlação intraclasse mostraram que a concordância interexaminadores quanto às medidas verticais foi excelente para todas as associações entre os aparelhos panorâmicos nos diferentes posicionamentos em graus (+10º, +5º, -10º, -5º, 0o). Observou-se que na dependência do posicionamento, GS superestimou, em média, entre 4,92 a 5,15 mm (de 24,07% a 25,02%) a medida vertical dos dentes humanos. Já GI subestimou as medidas verticais aferidas pelo tomógrafo em 0,30 a 0,57 mm (de 0,64% a 1,81%). Notou-se que em GI houve tendência de redução na medição do comprimento vertical dos dentes quando o plano oclusal não estava inclinado, ou seja, em 0O. De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que o posicionamento do plano oclusal, variando em até 10º, não se mostrou um fator com efeito nas medidas verticais de dentes humanos, já com relação à marca do aparelho, observou-se que as medidas do GS tiveram valores absolutos mais discrepantes do que o GI nas angulações estudadas.
